terça-feira, 23 de dezembro de 2014

"Sabe um bom profissional pra me indicar?"

Já lhe ocorreu que quando você indica um profissional, que não é um colega de profissão, na maioria das vezes você não tem a menor ideia do que esta fazendo?

Ontem estava conversando com alguém sobre problemas de saúde e alimentação. Ao dizer que peito de peru e presunto eram a mesma coisa (em termos de ambos serem embutidos gordurosos e com muito sódio) a pessoa me diz: “Não, a minha cardiologista me disse para comer peito de peru, que é muito melhor do que presunto, e ela é muito bem conceituada na cidade” (isso porque passar dieta nem da alçada desse profissional, isso já basta para entrar na lista de profissionais ruins) .

Neste momento eu comecei a pensar sobre o que faz um profissional ser renomado, pensei sobre os vários péssimos professore s de Educação Física que conheço que são renomados na cidade, pois quem faz um profissional famoso são os alunos, os pacientes, os clientes, e estes não fazem ideia do que é um bom profissional, pois não são da área, não sabem julgar o que é uma informação verdadeira (na verdade, com o Google, isso é meio preguiça, pois basta uma pesquisa básica para você ver que alguém está mentindo), e o “bom profissional” para o público, não é aquele que sabe mais, mas sim aquele que conversa melhor.

Pense, se você não é médico, ao ser atendido por um, você não faz a menor ideia do que ele está falando e vai aceitar aquilo como verdade. A única maneira que você tem de saber se aquilo é falso é se for a outro médico, ele te disser que o primeiro estava errado e resolver seu problema. Caso aquele primeiro médico esteja completamente equivocado, mas, por um golpe de sorte, resolver seu problema, você achará que ele está certo, que é um bom médico e o recomendará para todos, e assim nasce um monstro. A mesma coisa pode ser aplicada para o seu mecânico, seu dentista, professor, pedreiro e assim por diante. Por que no final das contas, se você não é da mesma área de atuação que a pessoa, você não sabe dizer se ele é bom ou ruim, não tem meios para saber.


Assim, perguntar para um amigo se ele conhece um bom professor, um bom médico, um bom mecânico, é o mesmo que perguntar se ele acha algum profissional gente boa, educado, piadista e que fala bem, porque se essa pessoa é realmente boa no que faz, em termos de conhecimento, seu amigo nunca irá saber!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Todo mundo tem que saber!


Conhece alguém que não se ache muito bom naquilo que faz? Todo mundo se acha bom, e acha que o outro é ruim, ou pelo menos pior que si. Ora, se para mim eu sou o melhor e para o outro ele é o melhor, todo mundo é melhor, mas aí o "melhor" perde o sentido. E vamos combinar que se todo mundo fosse tão bom quanto acha que é, o mundo seria um lugar bem diferente.

O fato é que hoje todos temos que ser revolucionários em tudo, certo? Digo, todo profissional é o melhor, se você é educador físico você vai escrever um monte de coisa que você acha que é verdade e todos os outros professores são grandes "topeiras" por não concordar com você. E isso hoje vale pra tudo, todo mundo tem razão, assim, ninguém tem razão. Acho que o ego está ficando grande demais.
O problema são as redes sociais?

Isso é interessante.

Conversando com um aluno hoje, ele me disse que as coisas mudaram, antigamente o padre falava sobre o "ser" e o "ter", a velha discussão sobre o amor pelo material em detrimento da moral (quando um vem em detrimento do outro, mas da pra ter as duas sem conflito). Hoje a questão é o "parecer ser" e o "parecer ter".

Não importa se sua vida é uma droga e você não tem dinheiro pra comprar pão, você vai no bar caro e tira foto com roupa de marca, para que você pareça ter dinheiro, e note, o TIRAR FOTO é essencial! O mundo tem que achar que você tem, não só as pessoas daquele recinto.
A mesma coisa serve para o "ser". Não importa que você faz o certo, é preciso contar pra todo mundo!
Tenho um pouco de ódio dessa mania de ter que tirar foto de tudo, de ter que documentar a vida para os outros saberem.

Na verdade, promessa de fim de ano: Vou apagar todos os grupos irrelevantes do WhatsApp e todas as pessoas que não são contatos de trabalho ou amigos próximos do Facebook, só não deleto aquilo porque uso para fins profissionais.
"Ah, mas e os familiares que moram longe, os amigos?"
Eu tenho o telefone das pessoas importantes, e se elas querem saber como eu estou, é só ligar pra falar comigo. Quem se importa o suficiente, vai ligar. Essa desculpa de que é para "manter contato" não serve para mim.
Não me entenda mal, não é que eu não gosto das pessoas, algumas eu adoro, mas acho que são números demais e qualidade de menos, sabe? 400 amigos, mas eu realmente falo com 20. Para que os outros 380 precisam saber da minha vida? Não precisam! Se quiserem, é só ligar.

Acho que pensei nisso por auto-preservação, serei pai em pouco tempo e não acho justo expor meu filho e minha família para todo mundo. Tem certas coisas que as pessoas não precisam saber, como por exemplo, qual foi meu jantar, mas muita gente vive tirando foto de comida!!

sábado, 11 de outubro de 2014

Se eu sei disso, todo mundo que não sabe é burro...



O título desta postagem ecoa na cabeça de muitas pessoas que assumem que se ela aprendeu algo, todo mundo tem que saber aquilo, e quem não sabe é um ser miserável, ignorante e  digno de pena, alguém menor.
Conhecem alguém assim?

Graças ao empenho e sorte consegui alcançar o objetivo primário que sempre tive, ter a pesquisa e o estudo como minha ocupação, com isso tenho muito mais tempo que meus colegas de profissão para aprender sobre minha área, para ler e ver que aquilo que nos ensinam na faculdade está, às vezes, longe da realidade. No inicio eu cheguei a achar um absurdo os profissionais de educação física não saberem sobre determinadas coisas, não deterem certos conhecimentos que eu, em minha ignorância e prepotência julgava que deveria ser conhecimento básico.

Mas não é.

Todos os dias aprendo coisas novas sobre o corpo, e isso é graças ao tempo e vontade que tenho para estudar, tenho o privilégio do tempo. Me irrito com pesquisadores acabaram de descobrir algo, nesta manhã, até ontem o indivíduo não sabia que tal conhecimento existia, mas hoje, no momento em que ele aprendeu, todos os outros que não sabem aquilo se tornam profissionais medíocres. Pensando bem isso pode ser extrapolado para a vida em geral, alguém detém algum conhecimento geral e julga que todos que não detém são burros.

Mudei muito minha ideia. Hoje penso que se eu tenho a oportunidade de ler mais, meu dever é difundir o conhecimento, em minha visão, o pesquisador tem essa obrigação, disseminar o saber que ele cria ou aprende, ensinar os outros, não julgá-los e mantê-los nas ignorância, pois eles também anseiam pelo saber, mas não tem o mesmo privilégio do tempo ou dos meios para estudar, trabalham e tem suas outras ocupações.

Esse pensamento me veio à mente após uma aula de bioquímica, onde o professor achava que era conhecimento básico e necessário para a vida inteligente na terra o saber sobre as leis fundamentais da entropia. "Hoje em dia ensina-se coisas irrelevantes e o que realmente importar está sendo deixado de lado", disse ele.
Para esse professor, o saber sobre tais leis era algo fundamental, e quem não sabia disso era um idiota. Ele julgava esse conhecimento algo básico e fundamental porque pesquisava isso a mais de 50 anos, mas falhava em entender que era algo básico para ele, não para os outros alunos que conduzem suas pesquisas em áreas completamente diferentes.

Julgar que o conhecimentos que detemos é mais importante que o do colega é algo que beira a idiotice, pois, com certeza o colega sabe algo que você não sabe.

No final tudo se resume à tolerância e à compreensão.
Estou trabalhando nisso....

terça-feira, 7 de outubro de 2014

A hipocrisia intolerante dos hipócritas.

Ah, as eleições, que tempo bom, onde santos são canonizados e demônios excomungados pelo povo que julga baseado em porra nenhuma!
Como em toda época de eleição, as pessoas que normalmente só falam sobre o resultado do Brasileirão subitamente se tornam politizados e preocupados com o futuro da nação, gritando as mesmas palavras ensaiadas ano após ano em um discurso vazio e vago recheado de senso comum e hipocrisia. 

Falando em senso comum, tentarei fugir deste, uma vez que não pretendo falar da política em si ( caso queiras ler sobre isso, basta dares um refresh em tua linha do tempo do Facebook que serás bombardeado por tal tema),  mas sim sobre a intolerância e ignorância do "eruditos" e "politizados".

Bem, a época de eleição é tida como a "festa da democracia" onde o cidadão pode exercer seu dever cível e eleger seu governante. Eu particularmente compartilho deste pensamento. Então vamos nos ater a esta pequena palavra: DEMOCRACIA.

Quando você diz "esse povo burro que vota no PT" ou "não acredito que tem gente que vota no PSDB" você está sendo um idiota. Simples assim. 

O voto é livre e todos temos o direito de votar em quem quisermos, pelos motivos que quisermos e você não tem nada a ver com o meu voto. Da mesma forma que você tem os seus motivos para votar no seu candidato. O problema aqui é que as pessoas acham que o candidato que ela vai votar é santo, é o salvador, aquele que não erra e que vai melhorar o Brasil. Eu acho isso do meu e você acha isso do seu. E a democracia dita que a maioria vai escolher, e cabe a você aceitar essa escolha majoritária.

Cheguei a ler pessoas colocando " separa os estados, cada um fica com o candidato que venceu" e " povo burro do Nordeste que votou na Dilma, fica com ela, dividimos o Brasil em 2" (esse além de burro é preconceituoso e xenofóbico). Tais pessoas, com ensino superior, dizendo essas coisas me preocupa muito, pessoas que cospem lindos discursos em nome da chamada democracia, democracia está que eles não têm a menor ideia do que seja! É isso é irritante.

Se o mundo está uma merda é por causa da intolerância das pessoas, seja ela religiosa, política, sexual e qualquer outra. Isso é um absurdo, a pessoa vota em quem ela quer, porque ela quer e você não tem nada a ver com isso. E ainda mais, vai aceitar calado o candidato que ganhar, sendo o seu ou não. Digo calado porque reclamar no Twitter não é protesto,e ficar pulinho no Facebook também não. Caso você não aceite o resultado, junta uma milícia e tenta dar um golpe de estado, mas nunca mais use a palavra democracia. 

Se eu sou negro, pobre, homossexual, nordestino, vegetariano, budista e votei no Levy Fidelix ou não, você não tem nada a ver com isso, é a única coisa que você DEVE fazer, é respeitar!

terça-feira, 2 de setembro de 2014

O que é o ato de estudar?


Hoje cometi um erro primário: entrei em uma discussão sobre o corpo humano com um leigo no Facebook. 

E isso, meu caro amigo, você jamais deve fazer.

No referido caso, o garoto falou algo sem fundamentação científica e eu não resisti, a coceira que aquela informação falaciosa gerou em mim foi intensa demais para deixar passar eu tive que mandar um "NÃO" como resposta. Neste momento aconteceu o único desfecho possível, o garoto lançou mão do argumentum ad hominem (obrigado ao grande amigo Marcos Bovo por esse termo), deferindo sua contra minha pessoa, não contra meus argumentos. Ele mandou o clássico: "Vai estudar e depois vem falar comigo".

Mas oras, minha atuação profissional remunerada atualmente é, exatamente, estudar. Todo meu dia é voltado para isso, é o que eu faço da vida. 

Tendo em vista que essa resposta é o padrão dado por pessoas sem base de estudos, que não aceitam argumentos contra suas idéias, criando dogmas sobre as áreas de interesse, nunca evoluindo naquele área, eu pensei:

Mas o que seria estudar para o referido ser? O que é "estudar" para você, querido leitor?

Bem, meu objeto de estudo é o corpo humano durante a atividade física, logo, estou saturado de pessoas que acham saber da área, que dizem "Eu estudo muito sobre musculação, nutrição e tals". JESUS! Eu escutei de um educador físico, dentro de uma sala de musculação que ele "estuda" muito mais sobre nutrição do que sobre musculação. Isso quase me infartou! Primeiro porque eu conheço o professor e sei que estudar é a última coisa que ele faz e depois, como vou escrever abaixo, não acho que ele saiba o que é estudar!

Devo começar dizendo que não acho que o título da pessoa deve ser levado em consideração (apesar deu estar me esforçando para me encher deles), pois, com a internet qualquer pessoa tem acesso a excelentes fontes de informação. Mas, honestamente, ler um artigo científico é chato, ler um blog cheio de imagens e "receitas de bolo" é bem mais legal.

A conclusão que quero dar (tentando não me alongar aqui) é que, se você lê Super Treino, Jornal da Musculação e Fitness, se o blog de onde tira suas informações é o Frango com Batata Doce ou o Hipertrofia.com, meu caro amigo, você não está, nem de longe estudando. Existem revistas de acesso público muito boas, como a Motriz (UNESP) e a Revista Brasileira de Ciência e Movimento (PUC-Brasília) por exemplo. Claro que existem revistas mais conceituadas, mas as citadas acima, para começar já está muito bom!

Dei exemplos da área de Educação Física, mas cada área de conhecimento tem suas revistas científicas, procure-as antes de sair falando que estuda e sabe sobre alguma coisa.

Mas agora deixa eu ir porque eu deveria estar estudando....

domingo, 27 de julho de 2014

O despreparo da Educação Física

É possível que essa postagem irrite muitos dos meus colegas educadores físicos, mas preciso falar sobre isso.

Essa linda pirâmide aí em cima é encontrada em basicamente todos os livros-guia para quase todas as doenças que acometem o ser humano. Essa especificamente foi retirada de um artigo sobre hiperuricemia e é do Americam College of Physicans. Por favor, dê uma olhada atenta nesta figura.

Pois bem, na base desta pirâmide temos o que? O meu, o seu, o nosso EXERCÍCIO FÍSICO.

Atualmente faço  mestrado na área de saúde (área que gosto muito mais do que qualquer outro objeto de estudo da educação física) então, é sobre isso que irei discorrer hoje.

A coisa que mais se vê nas conversas entre educadores físicos é como nossa classe é subvalorizada, como os médicos tentam tomar nossa atividade e blá blá blá. Eu mesmo já perpetuei esse senso comum por muito tempo, mas hoje eu entendo melhor o problema.

Quando eu olho uma pirâmide e vejo que o primeiro profissional que deve entrar em ação é o professor de educação física eu fico feliz e apavorado ao mesmo tempo. Fico feliz por saber que, na realidade, minha área não é desmerecida pelas outras classes e pelos livros, ela é desmerecida pelo próprio profissional de educa. O apavorado eu explicarei mais em baixo.

Ora, eu fiz Bacharel, foram 4 anos de estudo, 4 anos! Isso é bastante tempo. Se fizermos um paralelo com a Medicina (tenho algum conhecimento sobre, pois minha esposa é médica), os alunos também estudam em sala de aula por 4 anos, depois disso têm mais 2 de treinamento para a prática médica, o internato.
Mas o grau de conhecimento que nos é passada nos 4 anos de graduação em educa não chega nem perto, em volume, do montante que é passado para um aluno de medicina.

Digo que fico apavorado porque, apesar de hoje eu saber o que fazer, a minha faculdade não me preparou nem um pouco para ser o primeiro profissional a tratar uma pessoa com alguma doença metabólica. Ao invés disso, passei várias horas aprendendo a ensinar uma pessoa a chutar uma bola ou como recrutar mais fibras do glúteo para deixar a bunda de alguém mais durinha. Ah, pelo amor de deus!

Me deixa triste saber que a formação em educação física poderia ser muito, mais muito mais relevante para nossa prática clínica, nos fazendo ser parte de um importante eixo de tratamento de doenças. Claro que existem profissionais que sabem muito bem cuidar dessas condições, mas esses não foram formados em uma sala de aula, foram atrás de alguma forma de conhecimento específico por conta própria. E esses eu aplaudo de pé.

Então meu caro colega educador físico, saiba que quem deturpa nossa área e nos faz, por muitas  vezes, trabalhar por salários baixíssimos e nos ver sendo negligenciados pelos médicos para o tratamento dos seus pacientes, se o cardiologista prefere ele mesmo mandar uma pessoa com síndrome metabólica fazer caminhada e não buscar a sua orientação, é você mesmo! A culpa da área ser desvalorizada é sua, não tente jogar nas costas dos outros profissionais que estão tentando proteger seus pacientes de um profissional pifiamente qualificado para cuidar de seus doentes.

Como disse meu estimado professor de graduação: "Pra ficar trocando pino e erguendo barra, 6 reais a hora ta até caro".

P.S.: Ah, e não é porque você sabe falar meia dúzia de nomes de doenças e fica cuspindo termo técnico para o aluno que você é bom não, tá?

sexta-feira, 18 de julho de 2014

A intolerância dos justos e a tolerância dos párias


Ver um adesivo de "eu amo minha igreja" com o símbolo de uma grande igreja evangélica colado em um carro me deu combustível para escrever hoje.

Não, não será uma postagem sobre religião, mas o tema será usado para justificar o argumento.

Existem vários vídeos (não consigo por o link porque estou escrevendo em um iPad) que testaram a reação das pessoas frente a duas situações: 1) uma pessoa prega sobre a palavra de um espírito salvador e; 2) essa mesma pessoa prega, em outro momento, sobre a inexistência desse mesmo espírito. As reações são muito interessantes. Quando ele prega sobre a palavra do espírito, ninguém se manifesta, pode-se ouvir um "amém" aqui e ali, mas nada muito expressivo. Já na segunda situação, há uma comoção de repúdio e quase agressão dos passantes contra a pessoa falando, a ponto de um outro espectador, que simpatizava com as idéias do homem discursando entra no meio para defendê-lo de algum possível confronto físico que poderia partir da multidão. Vídeo muito bom que colocarei na postagem assim que possível.

No caso acima pude ver, muito claramente como os ditos "justos e honráveis", em nada os são. 

No caso do início da postagem, aquele adesivo, de forma alguma atrairia atenção agressiva para aquele veículo ou seu dono, mas, e se um satanista (e não seja ignorante, isso de nada tem a ver com matar pessoas e estuprar crianças) colocasse em seu carro "Belzebu é meu rei" ou "louvado seja satanás", alguém acredita que seu carro não seria depredado em instantes?
Se uma pessoa que ama animais diz que os ama incondicionalmente nas redes sociais, chegando ao cúmulo do comportamento (hoje em dia comum) de tratá-los como seus próprios filhos, essa pessoa é exaltada, mas se alguém ousa colocar que não gosta de cachorros, essa pessoa será execrada por uma multidão acalorada.

Meu ponto é: as pessoas que são tidas como as mais corretas (religiosas,amante dos animais, das crianças, do verde e afins) são extremamente intolerantes com a opinião dos outros, quando essa é contrária à sua. As pessoas "decentes" se tornam hostis e bestiais quando têm suas convicções não aceitas por outrem. A religião é o melhor argumento para esse ponto devido ao fator de se vestir de um manto de castidade e tolerância, o amor ao próximo, tão comumente empregado pelos cristãos, raramente é visto fora das paredes de seus templos. Hipocrisia é a única coisa que se vê.

Sou agnóstico,só para ficar claro. E exatamente por ser agnóstico eu exercito diariamente a tolerância às crenças alheias, e isso me fez aceitar todos os tipos de diferenças. Credo, cor de pele, orientação sexual, são coisas que não fazem a menor diferença no meu mundo. Mas isso não é levado a sério pelos "nobres" ao meu redor, a ponto de desacreditarem/ridicularizarem meus princípios.

Talvez seja a hora de questionar sua idéia sobre quem na verdade é justo e honrável.