sábado, 7 de junho de 2014

O fato de não interagirmos como cães

Pela primeira vez vim à São Paulo passar uns dias (tinha vindo apenas em "bate-volta") e tomei meu tempo para conhecer a cidade. Caminhando pela Av. Paulista, tropecei em um pequeno parque e resolvi entrar, ali estavam várias pessoas caminhando com seus cães.
O fato que me chamou atenção foi quando dois cães (com seus respectivos donos) se viram e começaram a puxar suas guias enlouquecidamente para poderem se cheirar, haviam encontrado um companheiro de espécie e desejavam se conhecer. Enquanto isso, os donos dos animais pararam e permitiram que se cheirassem, mas os seres humanos, claramente encabulados e balbuciando palavras como "olha o amiguinho" em volume muito baixo, nem se olhavam.
Isso me fez tentar entender o porquê da situação, por que os donos dos animais não fizeram igual estes últimos e aproveitaram aquele momento para se conhecerem também?
Vi um vídeo no 9gag uma vez que mostrava um cara dizendo que não conseguia andar no mesmo ritmo com outras pessoas na rua, que quando isso acontecia ele secretamente apostava corrida com a pessoa, como se houve algum problema em 2 pessoas terem a mesma cadência de passadas, após uma reflexão no vídeo ele chega à constatação que essa situação é normal, e que não tem problema algum em dividir a calçada com alguém do seu lado, não há motivos para se sentir desconfortável.
Mas por que nos sentimos estranhos perto de pessoas que não conhecemos e não interagimos com elas?
A resposta, com certeza não e simples, e não cabe em uma simples postagem, mas estou mudando isso, tentando ser mais parecido com os cães do que com seus donos no parque. E o mais interessante é que as pessoas normalmente respondem muito bem ao estimulo, como se também estivessem com vontade de conhecer você, mas não o fazem, sem saber a razão.

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