terça-feira, 2 de setembro de 2014

O que é o ato de estudar?


Hoje cometi um erro primário: entrei em uma discussão sobre o corpo humano com um leigo no Facebook. 

E isso, meu caro amigo, você jamais deve fazer.

No referido caso, o garoto falou algo sem fundamentação científica e eu não resisti, a coceira que aquela informação falaciosa gerou em mim foi intensa demais para deixar passar eu tive que mandar um "NÃO" como resposta. Neste momento aconteceu o único desfecho possível, o garoto lançou mão do argumentum ad hominem (obrigado ao grande amigo Marcos Bovo por esse termo), deferindo sua contra minha pessoa, não contra meus argumentos. Ele mandou o clássico: "Vai estudar e depois vem falar comigo".

Mas oras, minha atuação profissional remunerada atualmente é, exatamente, estudar. Todo meu dia é voltado para isso, é o que eu faço da vida. 

Tendo em vista que essa resposta é o padrão dado por pessoas sem base de estudos, que não aceitam argumentos contra suas idéias, criando dogmas sobre as áreas de interesse, nunca evoluindo naquele área, eu pensei:

Mas o que seria estudar para o referido ser? O que é "estudar" para você, querido leitor?

Bem, meu objeto de estudo é o corpo humano durante a atividade física, logo, estou saturado de pessoas que acham saber da área, que dizem "Eu estudo muito sobre musculação, nutrição e tals". JESUS! Eu escutei de um educador físico, dentro de uma sala de musculação que ele "estuda" muito mais sobre nutrição do que sobre musculação. Isso quase me infartou! Primeiro porque eu conheço o professor e sei que estudar é a última coisa que ele faz e depois, como vou escrever abaixo, não acho que ele saiba o que é estudar!

Devo começar dizendo que não acho que o título da pessoa deve ser levado em consideração (apesar deu estar me esforçando para me encher deles), pois, com a internet qualquer pessoa tem acesso a excelentes fontes de informação. Mas, honestamente, ler um artigo científico é chato, ler um blog cheio de imagens e "receitas de bolo" é bem mais legal.

A conclusão que quero dar (tentando não me alongar aqui) é que, se você lê Super Treino, Jornal da Musculação e Fitness, se o blog de onde tira suas informações é o Frango com Batata Doce ou o Hipertrofia.com, meu caro amigo, você não está, nem de longe estudando. Existem revistas de acesso público muito boas, como a Motriz (UNESP) e a Revista Brasileira de Ciência e Movimento (PUC-Brasília) por exemplo. Claro que existem revistas mais conceituadas, mas as citadas acima, para começar já está muito bom!

Dei exemplos da área de Educação Física, mas cada área de conhecimento tem suas revistas científicas, procure-as antes de sair falando que estuda e sabe sobre alguma coisa.

Mas agora deixa eu ir porque eu deveria estar estudando....

domingo, 27 de julho de 2014

O despreparo da Educação Física

É possível que essa postagem irrite muitos dos meus colegas educadores físicos, mas preciso falar sobre isso.

Essa linda pirâmide aí em cima é encontrada em basicamente todos os livros-guia para quase todas as doenças que acometem o ser humano. Essa especificamente foi retirada de um artigo sobre hiperuricemia e é do Americam College of Physicans. Por favor, dê uma olhada atenta nesta figura.

Pois bem, na base desta pirâmide temos o que? O meu, o seu, o nosso EXERCÍCIO FÍSICO.

Atualmente faço  mestrado na área de saúde (área que gosto muito mais do que qualquer outro objeto de estudo da educação física) então, é sobre isso que irei discorrer hoje.

A coisa que mais se vê nas conversas entre educadores físicos é como nossa classe é subvalorizada, como os médicos tentam tomar nossa atividade e blá blá blá. Eu mesmo já perpetuei esse senso comum por muito tempo, mas hoje eu entendo melhor o problema.

Quando eu olho uma pirâmide e vejo que o primeiro profissional que deve entrar em ação é o professor de educação física eu fico feliz e apavorado ao mesmo tempo. Fico feliz por saber que, na realidade, minha área não é desmerecida pelas outras classes e pelos livros, ela é desmerecida pelo próprio profissional de educa. O apavorado eu explicarei mais em baixo.

Ora, eu fiz Bacharel, foram 4 anos de estudo, 4 anos! Isso é bastante tempo. Se fizermos um paralelo com a Medicina (tenho algum conhecimento sobre, pois minha esposa é médica), os alunos também estudam em sala de aula por 4 anos, depois disso têm mais 2 de treinamento para a prática médica, o internato.
Mas o grau de conhecimento que nos é passada nos 4 anos de graduação em educa não chega nem perto, em volume, do montante que é passado para um aluno de medicina.

Digo que fico apavorado porque, apesar de hoje eu saber o que fazer, a minha faculdade não me preparou nem um pouco para ser o primeiro profissional a tratar uma pessoa com alguma doença metabólica. Ao invés disso, passei várias horas aprendendo a ensinar uma pessoa a chutar uma bola ou como recrutar mais fibras do glúteo para deixar a bunda de alguém mais durinha. Ah, pelo amor de deus!

Me deixa triste saber que a formação em educação física poderia ser muito, mais muito mais relevante para nossa prática clínica, nos fazendo ser parte de um importante eixo de tratamento de doenças. Claro que existem profissionais que sabem muito bem cuidar dessas condições, mas esses não foram formados em uma sala de aula, foram atrás de alguma forma de conhecimento específico por conta própria. E esses eu aplaudo de pé.

Então meu caro colega educador físico, saiba que quem deturpa nossa área e nos faz, por muitas  vezes, trabalhar por salários baixíssimos e nos ver sendo negligenciados pelos médicos para o tratamento dos seus pacientes, se o cardiologista prefere ele mesmo mandar uma pessoa com síndrome metabólica fazer caminhada e não buscar a sua orientação, é você mesmo! A culpa da área ser desvalorizada é sua, não tente jogar nas costas dos outros profissionais que estão tentando proteger seus pacientes de um profissional pifiamente qualificado para cuidar de seus doentes.

Como disse meu estimado professor de graduação: "Pra ficar trocando pino e erguendo barra, 6 reais a hora ta até caro".

P.S.: Ah, e não é porque você sabe falar meia dúzia de nomes de doenças e fica cuspindo termo técnico para o aluno que você é bom não, tá?

sexta-feira, 18 de julho de 2014

A intolerância dos justos e a tolerância dos párias


Ver um adesivo de "eu amo minha igreja" com o símbolo de uma grande igreja evangélica colado em um carro me deu combustível para escrever hoje.

Não, não será uma postagem sobre religião, mas o tema será usado para justificar o argumento.

Existem vários vídeos (não consigo por o link porque estou escrevendo em um iPad) que testaram a reação das pessoas frente a duas situações: 1) uma pessoa prega sobre a palavra de um espírito salvador e; 2) essa mesma pessoa prega, em outro momento, sobre a inexistência desse mesmo espírito. As reações são muito interessantes. Quando ele prega sobre a palavra do espírito, ninguém se manifesta, pode-se ouvir um "amém" aqui e ali, mas nada muito expressivo. Já na segunda situação, há uma comoção de repúdio e quase agressão dos passantes contra a pessoa falando, a ponto de um outro espectador, que simpatizava com as idéias do homem discursando entra no meio para defendê-lo de algum possível confronto físico que poderia partir da multidão. Vídeo muito bom que colocarei na postagem assim que possível.

No caso acima pude ver, muito claramente como os ditos "justos e honráveis", em nada os são. 

No caso do início da postagem, aquele adesivo, de forma alguma atrairia atenção agressiva para aquele veículo ou seu dono, mas, e se um satanista (e não seja ignorante, isso de nada tem a ver com matar pessoas e estuprar crianças) colocasse em seu carro "Belzebu é meu rei" ou "louvado seja satanás", alguém acredita que seu carro não seria depredado em instantes?
Se uma pessoa que ama animais diz que os ama incondicionalmente nas redes sociais, chegando ao cúmulo do comportamento (hoje em dia comum) de tratá-los como seus próprios filhos, essa pessoa é exaltada, mas se alguém ousa colocar que não gosta de cachorros, essa pessoa será execrada por uma multidão acalorada.

Meu ponto é: as pessoas que são tidas como as mais corretas (religiosas,amante dos animais, das crianças, do verde e afins) são extremamente intolerantes com a opinião dos outros, quando essa é contrária à sua. As pessoas "decentes" se tornam hostis e bestiais quando têm suas convicções não aceitas por outrem. A religião é o melhor argumento para esse ponto devido ao fator de se vestir de um manto de castidade e tolerância, o amor ao próximo, tão comumente empregado pelos cristãos, raramente é visto fora das paredes de seus templos. Hipocrisia é a única coisa que se vê.

Sou agnóstico,só para ficar claro. E exatamente por ser agnóstico eu exercito diariamente a tolerância às crenças alheias, e isso me fez aceitar todos os tipos de diferenças. Credo, cor de pele, orientação sexual, são coisas que não fazem a menor diferença no meu mundo. Mas isso não é levado a sério pelos "nobres" ao meu redor, a ponto de desacreditarem/ridicularizarem meus princípios.

Talvez seja a hora de questionar sua idéia sobre quem na verdade é justo e honrável.




quinta-feira, 19 de junho de 2014

Porquê ele precisa ter existido?



A existência do indivíduo físico chamado Jesus é muito questionada, e devo dizer que atualmente estou de acordo com as evidências que nos dizem que ele não existiu (na verdade a falta de evidências de sua existência) 

Mas algo me deixa confuso
Os egípcios antigos acreditavam no deus Sol, representado por Rá e algumas variações, havia também Anubis, Ísis,etc. Os gregos acreditavam em Zeus e Apolo e assim por diante. Vários povos tinham seus deuses, ou seu Um deus (como os egípcios durante o reinado de Tutancâmon). Nunca houve grande reboliço da comunidade sobre a existência ou não de tais deuses. Será por serem muito mais impossíveis em sua morfologia, por serem uma mistura de homens e animais ou pelo fato de conseguirem mudar de forma e soltar raios das mãos? 

O fato é que eles eram tidos como divindades e sua existência na Terra, em nosso plano, nunca foi de relevância (Os deuses do Olimpo brincavam na Terra mas nada que chegue perto da discussão de hoje).
O fato é que Jesus é o Um deus dos Cristãos, assim como Akhenaton foi o Um deus dos Egípcios. Um DEUS, um ESPÍRITO, uma REPRESENTAÇÃO de algo maior, algo incompreendido por completo.

Ninguém sai por aí escavando para achar a carruagem de Thor, ou a lança de Odin. Não vejo sentido em discutir a existência física de Jesus na terra dos homens, e não entendo o porquê a não existência dele pode diminuir seu poder perante os cristãos. Isso é outro ponto de indagação: Por que o deus cristão PRECISA ter existido na face do nosso planeta? Por que isso aumenta, de certa forma, seu poder? Ele não pode viver no mundo onde todos os outros deuses (muitas vezes mais poderosos que ele) habitam?
Repetindo-me, Jesus é um deus, como os outros, seu lugar não é na Terra, então não há porque procurá-lo aqui.

Ah, não sou cristão, antes que pensem. Sou defensor da discussão correta e imparcial.

sábado, 7 de junho de 2014

O fato de não interagirmos como cães

Pela primeira vez vim à São Paulo passar uns dias (tinha vindo apenas em "bate-volta") e tomei meu tempo para conhecer a cidade. Caminhando pela Av. Paulista, tropecei em um pequeno parque e resolvi entrar, ali estavam várias pessoas caminhando com seus cães.
O fato que me chamou atenção foi quando dois cães (com seus respectivos donos) se viram e começaram a puxar suas guias enlouquecidamente para poderem se cheirar, haviam encontrado um companheiro de espécie e desejavam se conhecer. Enquanto isso, os donos dos animais pararam e permitiram que se cheirassem, mas os seres humanos, claramente encabulados e balbuciando palavras como "olha o amiguinho" em volume muito baixo, nem se olhavam.
Isso me fez tentar entender o porquê da situação, por que os donos dos animais não fizeram igual estes últimos e aproveitaram aquele momento para se conhecerem também?
Vi um vídeo no 9gag uma vez que mostrava um cara dizendo que não conseguia andar no mesmo ritmo com outras pessoas na rua, que quando isso acontecia ele secretamente apostava corrida com a pessoa, como se houve algum problema em 2 pessoas terem a mesma cadência de passadas, após uma reflexão no vídeo ele chega à constatação que essa situação é normal, e que não tem problema algum em dividir a calçada com alguém do seu lado, não há motivos para se sentir desconfortável.
Mas por que nos sentimos estranhos perto de pessoas que não conhecemos e não interagimos com elas?
A resposta, com certeza não e simples, e não cabe em uma simples postagem, mas estou mudando isso, tentando ser mais parecido com os cães do que com seus donos no parque. E o mais interessante é que as pessoas normalmente respondem muito bem ao estimulo, como se também estivessem com vontade de conhecer você, mas não o fazem, sem saber a razão.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Não, não somos todos macacos...


Então, vamos contextualizar antes de começar a criticar.

Jogaram uma banana em campo e o jogador alvo da fruta, em um ato muito espirituoso, pegou-a e comeu. O ato do jogador, eu achei fantástico, não deu moral para o ato racista e ainda fez uso produtivo do objeto, ingeriu nutrientes para o jogo. Lindo, espetacular, de uma fineza ímpar!
15 minutos depois deste episódio, as redes sociais já estavam tomadas da frase "Somos todos macacos" encabeçada por um apresentador de TV. Novamente, poucos minutos depois camisetas com os mesmos dizeres já estavam à venda pela bagatela de 70 reais (em uma camiseta, sério? 70 reais? Posso pagar em banana?) E isso sim me deixou um pouco incomodado.

Debatendo com amigos sobre o fato e lendo algumas coisas, chegou-se a conclusão que toda a campanha publicitária permeando o fato já estava pronta, apenas esperando o próximo ato de racismo, algo infelizmente ainda comum no mundo. Era uma questão de tempo até que um brasileiro fosse alvo desta descriminação. Mas, também não julgo a campanha em si, Luciano Huck não está errado em querer ganhar dinheiro, errado está quem paga 70 conto em uma camiseta tendenciosa.

Não, não somos todos macacos (não vou entrar na enfadonha discussão biológica, eu entendi o trocadilho), não somos todos iguais, e é exatamente por isso que digo que essa campanha é babaca. Se somos todos iguais não temos diferenças, se não temos diferenças não temos que respeitar o próximo pela individualidade, uma vez que, se somos todos iguais, não existe individualidade.

A única maneira de acabar com qualquer tipo de preconceito não é igualar as pessoas, é destacar suas diferenças, mostrar que elas existem sim, e devem ser respeitadas! Eu sou branco, ele é negro, o outro é asiático, e todos nós devemos nos repeitar, devemos aceitar as diferenças e a individualidade de cada um. Colocar todos em um mesmo saco não ensina nada, fechar os olhos para as diferenças é varrer a poeira para debaixo do tapete.

Se você é alto e seu amigo é baixo, se você é negro e seu amigo é branco, se você é heterossexual e seu amigo é homossexual, não importa, você tem que respeitá-lo em sua totalidade.

Eu não sou igual a ninguém, e você também não é, e essa é a beleza da coisa. Temos que ser capazes de olhar as diferenças, entendê-las e aceitá-las, não devemos fingir que elas não existem.

Então, não! Não somos todos macacos! E o único certo nessa história, é o Dani Alves!

sábado, 29 de março de 2014

Dor muscular tardia (atualização)


Se você chegar em seu professor de musculação na academia e perguntá-lo por que o seu músculo dói, com certeza ele irá dizer que é devido às lesões (ou  microlesões) causadas pelo exercício. Caso ele seja descritivo irá dizer que a contração causa pequenos machucados no músculo, talvez uma analogia com uma corda sendo tracionada com muita força. Essa é a resposta padrão para a pergunta acima. Mas será que é exatamente assim?

Essa afirmação, por si, não está errada, mas o processo que vemos isso acontecer em nossas mentes está. Pensamos nesse estresse como algo que "arrebenta" as fibras, exatamente igual uma corda que começa a soltar seus pequeno fragmentos teciduais, até o ponto de ficar toda esgarçada. 
Um colega, ao qual tenho muito apreço, disse que não sentimos a dor no momento devido ao que ele chamou de "hormônio do estresse" (referindo-se possivelmente ao Cortisol) e isso me fez escrever sobre esse fenômeno já tão bem entendido no meio científico, mas ainda mistificado no âmbito das academias.

Um modelo proposto por Armstrong (1984) e reafirmado por Armstrong, Warren & Warren (1991) diz que com as contrações vigorosas, ocorre um desbalanço estrutural célula muscular, tal dano permite a entrada de íons de cálcio presentes no meio extracelular para a célula muscular. No meio intracelular os íons de cálcio sobrecarregam a mitocôndria (responsável pela respiração celular) e não permitem a retirada do excesso de cálcio, causando a morte celular por anóxia (falta de oxigênio).

Antes de continuar com o processo que irá levar à dor muscular (não é a morte celular que causa a dor), um estudo de Newman et al. (1983) mostrou que imediatamente após o exercício, o tecido muscular apresenta pequenos níveis de lesão, após 24 horas o nível se eleva e atinge o máximo em 48 horas. Já percebeu que após um treino muito forte seu músculo dói mais 2 dias depois do que no dia seguinte ao treino?

Bem, isso ocorre porque a morte celular joga "restos de célula" por todo interstício (espaço entre as células), isso atrai monócitos que irão limpar a área, por assim dizer. Essa resposta é inflamatória e é a inflamação que causa a dor muscular, e essa resposta atingi seu máximo em 48 horas. Por isso que dói depois e não durante.

Pense bem, caso houvesse lesões de fibra mesmo, rompimento, você cairia de dor e não aguentaria continuar. Outro ponto importante, sempre que há uma lesão devido à tensão excessiva (comum em atletas de culturismo e levantamento de peso) o que se rompe é o tendão, romper o músculo pela tensão gerada por ele mesmo é igual tentar estrangular a si mesmo, simplesmente não dá.
Ou seja, não são as lesões que causam a dor, tão pouco elas são causadas pelo estresse mecânico, é a transdução do processo mecânico para químico que gera todo o desconforto.

Nota atualizada (12/10/2014)
Um outro modelo propõe que a morte da célula se dá devido à ativação da Calpaína ( proteinase dependentes de cálcio) e da fosfolipase A2 que age nas proteínas da membrana celular, mas muito pouco nas miofibrilas. 



**Nota: Todo o processo descrito acima é relacionado ao treino de hipertrofia clássico, outros modelos de treino que geram hipertrofia também passam pelo mesmo processo, mas a via metabólica pode ser diferente. 

Referências:

Armstrong RB. Mechanisms of exercise-induced delayed onset muscle soreness: a brief review. Med Sci Sports Exercise. 1984; 16:529-38.

Armstrong RB, Warren GL, Warren JA. Mechanisms of exercise-induced muscle fibers injury. Sports Med. 1991; 12:184-207

Newman DJ, McPhail G, Mills KR, Edwards RHT. Ultrastructural changes after concentric and eccentric contractions of human muscle. J Neuro Sci. 1983; 61(1):109-22.